“O resto é silêncio” | Hamnet (2025)

Mais de um mês depois de ter visto este filme no LEFFEST 2025, finalmente ganhei coragem emocional para escrever sobre esta obra de arte.

Da realizadora Chloé Zhao, baseado no romance com o mesmo título de Maggie O’Farrell, Hamnet é a história ficcionalizada da vida de Hamnet, o filho de William Shakespeare, com um foco especial em Agnes Hathaway, mulher de Shakespeare. 

Um incrível trabalho de realização por parte de Zhao, algo a que já nos tem habituado com os seus filmes Nomadland, vencedor de Oscars em 2020, e Eternals, um filme da Marvel muito criticado, mas que na minha opinião é um dos melhores filmes recentes desse grande franchise.

As representações neste filme são excelentes! Com destaque para Paul Mescal como William Shakepeare foi o casting perfeito, até a contar com icónico brinco que ambos usam, Olivia Lynes e Jacobi Jupe como Judith e Hamnet Shakespeare, porque crianças a representar são sempre algo fascinante para mim. Mas Jessie Buckley, como Agnes Hathaway/Agnes Shakespeare é de outro mundo! Uma performance que me tirou o fôlego. Obviamente que tem nomeação para Globo de Ouro e não duvido nomeação para Oscar para qualquer parte envolvida neste filme.

Uma menção honrosa muito grande para o departamento de figurinos, com especial atenção à roupa de Agnes, que esta própria conta e acompanha a história da personagem de uma maneira muito subtil para quem possa não estar a tomar atenção a estes detalhes.

A Sala Manoel de Oliveira do Cinema São Jorge esteve completamente em silêncio durante todo este filme. Um silêncio verdadeiramente ensurdecedor, especialmente colmatado pelo choramingar presente por toda a sala.

Sem estreia confirmada nos cinemas portugueses mas com a minha previsão para janeiro ou fevereiro de 2026, seguindo as confirmações de estreia na Europa e também por causa dos Oscars, esta é uma das minhas maiores recomendações do último ano.

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